AGU prorroga prazo para regularização de dívidas com autarquias e fundações

Os descontos podem chegar a 50% e as parcelas a até 60 meses

A Advocacia-Geral da União (AGU), por meio da Procuradoria-Geral Federal (PGF), prorrogou o prazo para adesão de transação de débitos inscritos em dívida ativa, lançada em novembro de 2025. Os devedores terão até dia 31 de agosto para regularizar a situação. O prazo inicial era 30 de abril.

Na primeira fase do programa foram celebradas 371 transações envolvendo 2.188 créditos no valor total de cerca de R$ 4,2 milhões. Deste valor, R$ 1,5 milhão já foi pago e o restante se refere a parcelas que ainda serão pagas.

Segundo dados internos, 81 mil devedores estão aptos a requerer a transação de pequeno valor.

Pessoas físicas, microempresas e empresas de pequeno porte que ainda não regularizaram as dívidas de pequeno valor poderão negociar o parcelamento ou pagamento à vista dos seus débitos.

Os descontos podem chegar a 50%. O desconto concedido incide sobre o valor consolidado do crédito, incluídos o principal, os juros, as multas e os encargos legais. Os débitos poderão ser pagos à vista, com desconto de 50%, ou em três modalidades de parcelamento: em até 20 meses (com desconto de 40%), em até 40 meses (com desconto de 30%) ou em até 60 meses (com desconto de 20%).

A AGU explicou que a prorrogação do prazo de adesão veio acompanhada de um conjunto de iniciativas para ampliar a divulgação do edital.

Dentre as autarquias e fundações públicas federais que mais celebraram acordo para pagamento de dívidas até agora, destacam-se a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).


Fonte: Valor Econômico

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