O Conselho Nacional de Justiça lançou o Atalaia, ferramenta de inteligência artificial criada para apoiar magistrados na identificação de litigância abusiva e de padrões anômalos em processos judiciais.
A plataforma analisa dados de processos em âmbito nacional e correlaciona informações sobre partes, pedidos e advogados. O objetivo é identificar demandas repetidas, conexões entre casos e possíveis sinais de fraude.
Segundo o CNJ, a ferramenta não substitui o juiz. A decisão continua sendo humana, mas o sistema oferece dados e padrões que podem qualificar a análise dos processos.
O Atalaia funciona com três módulos principais: o radar, que agrupa processos por padrões recorrentes; o sonda, que revela conexões entre casos e advogados; e o perito, que identifica semelhanças entre processos mesmo quando há diferenças na redação.
A iniciativa surge em um cenário de sobrecarga do Judiciário. Dados do relatório Justiça em Números de 2026 apontam que 40,9 milhões de novos processos ingressaram no sistema no último ano.



